Segunda-feira, 10 de novembro de 2025 - Por Vitória Régia Barros Silva
Trombose tem tratamento? Como é?
O diagnóstico da doença foi confirmado. E agora?
Imagem:

Depois da trombose ser identificada, os médicos irão começar o tratamento imediatamente para cumprir três objetivos: acabar com o crescimento do coágulo, impedir que o coágulo vá para outras partes do corpo e, por último, diminuir o máximo possível a probabilidade de recorrência da doença. A partir disso, os anticoagulantes são o principal meio de tratamento, já que eles vão "afinar" o sangue, fazendo com que a passagem dele fique mais fácil. Quais são os tipos de anticoagulantes existentes? Existem os que são injetados nas veias ou no subcutâneo (camada abaixo da pele), e esses são usados várias vezes ao dia, geralmente no começo da doença. Outra opção é a warfarina, que funciona como inibidor de coagulação dependente da vitamina K. E, também, os anticoagulantes orais diretos, que são mais fáceis porque, ao contrário da warfarina, não necessitam de exames constantes de sangue para controle do quadro. Por quanto tempo o paciente deve usar o anticoagulante? Isso varia de caso para caso, já que os fatores de risco vão influenciar nessa decisão. Imagine que o paciente é um homem que teve trombose espontânea (ou seja, não teve nenhum fator que gerasse a doença); nesse caso, ele vai ter que tomar o remédio de forma vitalícia. No caso de mulheres, a resposta também é subjetiva, baseada em cada pessoa. Os médicos avaliarão se a mulher tem parentes próximos com trombose e, se sim, o recomendado também é manter o uso do anticoagulante pelo resto da vida. Mas, se a doença se desenvolveu por conta de eventos isolados (como cirurgia, trauma, hospitalização e etc), o tratamento é recomendado por mais três meses. Quando usar meias elásticas para tratar a trombose? O uso das meias elásticas, também conhecidas como meias de compressão, é obrigatório em todos os pacientes que têm trombose nas pernas, porque elas auxiliam na diminuição do inchaço e fazem o papel dos músculos no corpo. Além disso, é imprescindível o acompanhamento médico anual após a cura. A retrombose é sempre uma possibilidade, e se proteger pode evitar mais complicações.

Voltar

CDT

Centro de Doenças Tromboembólicas

Universidade Estadual de Campinas Rua Carlos Chagas, nº 480 Cidade Universitária CEP 13.083-878 Campinas - SP

Siga-nos em nossas redes sociais!

+55 (19) 3521-8617

ACESSE:

© Copyright Cocen. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por Derivaldo Reis de Sousa