CDT - Centro de Doenças Tromboembólicas

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O Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT), sediado no Laboratório de Hemostasia do Hemocentro da Unicamp, tem como missão a busca contínua por soluções no diagnóstico e tratamento de doenças tromboembólicas e suas complicações. Fundado em 2022, o CDT é o primeiro centro de doenças deste tipo do Brasil. A atuação se estende à geração de dados epidemiológicos nacionais, além de parcerias para melhorar os serviços públicos e privados de saúde, auxiliando na identificação de desafios e na definição de diretrizes.
Pesquisa
Um dos principais objetivos do CDT é realizar uma pesquisa inédita sobre a trombose venosa no Brasil. Nesse sentido, estão sendo realizados três grandes registros epidemiológicos da doença nos seguintes grupos: pacientes adultos, pacientes adultos com câncer e pacientes pediátricos. Os registros dizem respeito a pacientes assistidos no SUS em 11 centros do estado de São Paulo:
  • Hospital das Clínicas da Unicamp;
  • CAISM Unicamp;
  • Hospital da PUC-Campinas;
  • Hospital da Prefeitura de Hortolândia;
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu;
  • Hospital de Base da Fundação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP);
  • Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch-m"boi mirim;
  • Hospital Municipal da Vila Santa Catarina;
  • Hospital de Câncer de Barretos;
  • Hospital Boldrini;
  • Laboratório de Otimização, Projeto e Controle Avançado da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, e Departamento de Química Orgânica na FEQ/Unicamp.
Unesp, USP, Santa Marcelina, Hemocentro A coleta de dados para o CDT é realizada presencialmente nos diversos serviços de saúde, quando da inclusão dos pacientes, e à distância durante o seguimento. Há um laboratório para preparo das amostras enviadas pelos centros e hospitais participantes, e uma área no Biobanco do Hemocentro para alocação dessas amostras. Durante o levantamento, vem sendo formada uma rede de pesquisadores, médicos e outros profissionais da saúde dos centros de atendimento citados acima. Todos os registros são prospectivos, consecutivos, multicêntricos, e não intervencionistas. Registro dos pacientes adultos Intitulado "Prevalência da Síndrome Pós-trombótica, recorrência, hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTC), e óbito de causa vascular em um registro prospectivo observacional de trombose venosa profunda aguda de membros inferiores e superiores em alguns serviços públicos do Estado de São Paulo", o registro permitirá, pela primeira vez no Brasil, uma visão sobre a conduta desde o diagnóstico até um período de 24 meses do atendimento de pacientes do SUS. Este registro permitirá a avaliação observacional de 1000 pacientes adultos com idade superior a 18 anos em até 1 mês do diagnóstico de Trombose Venosa Profunda (TVP) de membros inferiores ou superiores, com ou sem embolia de pulmão, seguidos por um período de 24 meses. Após uma primeira entrevista presencial, e coleta de amostras de sangue, os pacientes são acompanhados a cada 3 meses, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whatsapp. O objetivo principal é a incidência de Síndrome Pós-trombótica, e os secundários a recorrência do Tromboembolismo Venoso (TEV), e óbito de causa vascular, hemorrágica, ou de qualquer causa. Um dado importante será a avaliação de micro custeio dos tratamentos baseado em dados de alguns centros selecionados. Registro dos pacientes com câncer Intitulado "Incidência de Tromboembolismo Venoso sintomático e assintomático e óbito em um Registro Prospectivo Observacional de Pacientes com câncer em alguns serviços públicos do Estado de São Paulo", esse registro será o primeiro prospectivo com inclusão de um grande número de pacientes com câncer, assistidos em centros de referência SUS do Estado de São Paulo e sua evolução para TEV. Este registro permitirá a avaliação da incidência de TEV em 3000 pacientes incluídos com até 30 dias do diagnóstico de câncer, seguidos por um período de 1 ano. Após uma entrevista presencial para coleta de dados basais, e coleta de amostras de sangue, os pacientes são acompanhados mensalmente, por 12 meses, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whatsapp. Diante do diagnóstico de TEV, apenas são coletados os dados confirmando o diagnóstico, tratamento e eventos adversos. Caso o paciente venha a óbito, a causa é informada. O objetivo principal é a incidência de TEV sintomático ou incidental, e os secundários as tromboses arteriais, óbito de causa vascular, hemorrágica ou de qualquer causa. Registro dos pacientes pediátricos O terceiro registro, intitulado "Epidemiologia do Tromboembolismo Venoso na Infância e Adolescência: Registro da doença em uma população brasileira", trará pela primeira vez no Brasil uma visão sobre o número e a conduta de pacientes pediátricos com a incidência de TEV, em alguns centros do estado de São Paulo. Este registro permitirá a avaliação da incidência de TEV sintomático ou associado ao cateter venoso central (CVC) ou incidental, em crianças hospitalizadas e acompanhadas por um período de 6 meses após a alta, através de entrevistas por chamada telefônica ou Whatsapp. A ocorrência de Síndrome Pós-trombótica como complicação da TVP de membros inferiores ou superiores será o objetivo secundário. Todas as crianças internadas têm dados demográficos e causa de internação coletados. Os pacientes que desenvolvem TEV são entrevistados (ou seus pais ou responsáveis legais) com coleta de dados demográficos e clínicos, e coleta de amostra de sangue. Também são coletadas amostras de sangue de todas as crianças após a inserção de CVC. Diagnósticos
Além dos registros epidemiológicos, também é objetivo do CDT implantar instrumentos de trabalho que auxiliem na melhora do diagnóstico laboratorial em hemostasia no Brasil. Isso se dá através de laboratórios capacitados, com certificação de qualidade, em todo território nacional, nos setores público e privado. O diagnóstico preciso das trombofilias hereditárias e adquiridas, em especial a Síndrome Antifosfolípide (SAF), é uma limitação atual dos laboratórios especializados em hemostasia no SUS e também em instituições privadas. Alguns testes são quase indisponíveis na maioria dos serviços do SUS e bastante restritos nos privados. O CDT tem promovido a implantação e capacitação dos laboratórios de hemostasia, com treinamento de pessoal in loco. O Laboratório de Hemostasia do Hemocentro da Unicamp tem larga experiência na produção de amostras para controle de qualidade, no modelo do Programa de Avaliação Externa da Qualidade (PAEQ-Hemostasia). O CDT vem implementando um Serviço de Controle de Qualidade Externa para laboratórios de hemostasia do SUS e do setor privado do Brasil e da América Latina, através de uma empresa modelo. Tratamento
A contribuição do CDT na condução da profilaxia e tratamento do tromboembolismo venoso está baseada em várias ferramentas, que vêm sendo desenvolvidas a partir de dados obtidos com os registros epidemiológicos. Alguns exemplos são os escores de predição para o risco de retrombose e de Síndrome Pós-trombótica no paciente com TEV; risco de TEV e de óbito no paciente com câncer; risco de TEV nas crianças hospitalizadas; e risco de sangramento no paciente em uso de anticoagulante oral. Um dado relevante é que esses escores estão sendo desenvolvidos utilizando dados de pacientes brasileiros, e por um longo período de seguimento. Também foram desenvolvidos aplicativos para utilização online, baseados na realidade de atendimento dos centros brasileiros. Os aplicativos contemplam a orientação do tratamento do TEV e as possíveis complicações após o tratamento do TEV, como a retrombose e a Síndrome Pós-trombótica, bem como a profilaxia e tratamento de TEV nos pacientes com câncer. Educação
Um dos pilares do CDT engloba iniciativas educacionais, com o objetivo de levar conhecimento sobre a trombose para toda a população. Nesse sentido, o centro atua com ações jornalísticas - entrevistas, matérias e divulgação nas redes sociais - e educacionais, com o desenvolvimento de iniciativas em escolas da região de Campinas. Além disso, para popularizar os assuntos científicos, o CDT criou uma mascote, a Maria Clot, que participa das ações de divulgação de conhecimento.

CDT

Centro de Doenças Tromboembólicas

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